Catar conchas preciosas à beira-mar
E cavar um buraco na areia
Tão profundo quanto nossa capacidade física permitir
Enterrar as conchas e repousar nossos corpos no buraco
Esperar que a água gentilmente encha o buraco
E a areia lentamente o cubra
Até que permaneceremos submersos de areia
E nenhum outro ser humano será capaz de nos encontrar
Só as baratinhas
Que cavam túneis por toda a orla de Copacabana
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